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Aviso TPMS no seu Citroën:
guia completo para interpretar e resolver

A Citroën partilha grupo (Stellantis) e plataformas com a Peugeot — por isso muita coisa funciona de forma semelhante entre as duas marcas. Este guia explica as particularidades próprias da Citroën.

Atualizado em Agosto 2026 Leitura: ~6 min Pneu Beato, Lisboa
C1 / C3 C4 / C4 Aircross C5 Berlingo / Jumpy DS 3 / DS 4 / DS 7
Em resumo Antes de mais, é preciso saber que sistema tem o seu Citroën: nos modelos com sistema indireto não há sensores nenhuns — o carro deduz a pressão pela rotação das rodas, e o aviso resolve-se enchendo os pneus e reinicializando pelo menu. Nos modelos com sensores, um aviso que persiste depois de encher costuma ser sensor no fim de vida.

1. Como funciona o TPMS na Citroën

Tal como a Peugeot (mesmo grupo, plataformas partilhadas), a Citroën usa os dois tipos de sistema:

  • Sistema direto (sensor físico, 433 MHz): usado em modelos como o C3, C4, C4 Aircross e furgões como o Jumper.
  • Sistema indireto (via ABS, sem sensores): usado em modelos como o C1, Ami, Jumpy e Space Tourer.
Como saber qual o seu caso? Se o ecrã mostra a pressão de cada pneu em valores, é direto. Se só mostra um aviso genérico sem números, é indireto.

E os DS? A DS Automobiles nasceu como gama alta da Citroën e continua a partilhar plataformas e eletrónica com a marca — incluindo a monitorização de pressão dos pneus. Tudo o que está nesta página se aplica ao DS 3, DS 4 e DS 7: a mesma divisão entre sistema direto e indireto conforme o modelo e o ano, o mesmo procedimento de reinicialização e os mesmos sensores. Também aqui a primeira coisa que confirmamos no carro é qual dos dois sistemas está instalado.

2. Mensagens e avisos no painel

Aviso O que significa
Luz de pneu fixa + aviso sonoro Pressão baixa detetada num ou mais pneus. Verifique e ajuste.
"Pressão dos Pneus Não Monitorizada" Falha do próprio sistema (sensor não detetado), não apenas pressão baixa.
Uma roda mostra "—" no ecrã, as outras normais O sensor dessa roda específica não está a transmitir — bateria esgotada ou sensor danificado.

3. Como fazer o reset

Depois de ajustar a pressão dos pneus:

  1. Pare o veículo e ajuste a pressão de todos os pneus para o valor recomendado (etiqueta na porta do condutor).
  2. Ligue a ignição sem arrancar.
  3. No ecrã central, aceda ao menu de configurações do veículo e procure a opção de pressão dos pneus (o caminho exato varia com o modelo e a versão).
  4. Confirme o reset/inicialização.
  5. Conduza durante 10 a 15 minutos acima dos 30 km/h para o sistema confirmar.
Sem opção no ecrã? Em alternativa, conduza a mais de 80 km/h durante cerca de 10 minutos — em muitos modelos isto é suficiente para os sensores serem reconhecidos automaticamente, sem precisar de aceder a nenhum menu.

4. Quando é inevitável substituir o sensor

A bateria do sensor é selada e dura tipicamente 5 a 10 anos. Uma particularidade a ter em conta: há relatos de sensores Citroën que continuam a dar problemas depois de substituídos isoladamente, e que só ficam resolvidos depois de se reparelhar (re-pair) os 4 sensores ao mesmo tempo — mesmo que só um estivesse avariado. Se substituir um sensor e o aviso persistir, vale a pena considerar isto antes de assumir que o sensor novo está com defeito.

Que sensores se montam num Citroën

Sim, com equipamento de diagnóstico compatível (a própria Citroën usa o seu sistema Diagbox, mas ferramentas TPMS profissionais de terceiros também programam sensores Autel e Launch corretamente).

O nosso processo: na Pneu Beato temos sensores Autel e Launch compatíveis com a generalidade da gama Citroën em stock, com programação e reset incluídos no mesmo serviço.

Que equipamento e sensores usamos

Um sensor TPMS não se compra feito para um carro: compra-se em branco e programa-se. É por isso que a ferramenta importa tanto como o sensor — é ela que escreve o protocolo certo e é ela que depois faz o carro aprender os quatro IDs.

Autel MaxiTPMS ITS600 usado na Pneu Beato

Autel MaxiTPMS ITS600

Lê o sensor pelo lado de fora do pneu e mostra a pressão, a temperatura, o ID e o estado da bateria. Programa sensores novos e faz o relearn por OBD nos modelos que o exigem. Recebe actualizações regulares, o que mantém a compatibilidade com protocolos recentes.

Equipamento de diagnóstico Launch X431 Pro3S, usado para o relearn por OBD

Sensores Autel e Launch

Montamos sensores Autel e Launch, duas marcas de referência no equipamento de diagnóstico automóvel. São programáveis: o mesmo sensor físico serve várias marcas, porque é a programação que lhe dá a identidade que a central do seu Citroën espera. Na prática, isso significa disponibilidade imediata em vez de espera por uma referência do construtor.

Sempre que se desmonta o pneu, substituímos o kit de serviço da válvula — o núcleo, a anilha de vedação e a porca. É a causa mais comum de uma fuga lenta que aparece semanas depois da montagem, e que o cliente associa ao pneu e não à válvula.

6. Perguntas frequentes

Há relatos de modelos Citroën em que é preciso reparelhar (re-pair) os 4 sensores ao mesmo tempo para o sistema reconhecer corretamente o sensor novo, mesmo que os outros 3 estivessem bem. Vale a pena experimentar isto antes de assumir defeito no sensor novo.

Sim — o C1, tal como o Ami, Jumpy e Space Tourer, usa sistema indireto (via ABS), sem sensores físicos. Só mostra um aviso genérico, nunca valores por roda.

Tente conduzir a mais de 80 km/h durante cerca de 10 minutos — em muitos modelos isto é suficiente para o sistema reconhecer os sensores sem precisar de menu nenhum. Se mesmo assim persistir, marque um diagnóstico.

Muito semelhante, sim — ambas pertencem ao grupo Stellantis e partilham plataformas. Há diferenças específicas por modelo, mas a lógica geral (direto vs indireto, tipos de aviso) é equivalente.

O carro funciona normalmente, mas perde a monitorização real desse pneu. O aviso também leva à reprovação na IPO — recomendamos resolver antes da próxima inspeção.
Sensores compatíveis em stock

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Diagnóstico gratuito · Sensores Autel e Launch programáveis · Reset incluído

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a partir de, por sensor instalado
Parte técnica

Sistema direto ou indireto: o que muda na prática

Duas arquitecturas na mesma marca

A Citroën, tal como a restante Stellantis, usa as duas soluções conforme o modelo e o ano. O sistema direto tem um sensor em cada roda a transmitir em 433 MHz. O indireto não tem sensor nenhum: usa os sensores de ABS para comparar a velocidade de rotação das quatro rodas — um pneu com menos ar tem um raio ligeiramente menor e roda mais depressa.

Saber qual tem muda tudo. Num sistema indireto não há sensores para substituir, nem baterias para acabar, e qualquer orçamento de substituição de sensores é desnecessário.

Os limites do sistema indireto

O indireto não sabe dizer a pressão, só que há uma roda diferente das outras. E tem um ponto cego conhecido: se os quatro pneus perderem pressão de forma parecida — o que acontece com a descida da temperatura no Inverno — as rotações continuam parecidas e o sistema pode não dar sinal nenhum.

É por isso que, mesmo num carro com sistema indireto, vale a pena verificar as pressões com manómetro de vez em quando, e sempre depois de uma reinicialização.

Ver a página geral de sensores TPMS, com os tipos de sensor, os preços e como funciona o serviço.

Outra marca?

Cada construtor usa um sistema TPMS diferente, com avisos e procedimentos de reset próprios. Veja o guia da sua marca, ou a página geral com os tipos de sensor, preços e como funciona o serviço.

Sensores TPMS: página geral