Aviso TPMS no seu Citroën:
guia completo para interpretar e resolver
A Citroën partilha grupo (Stellantis) e plataformas com a Peugeot — por isso muita coisa funciona de forma semelhante entre as duas marcas. Este guia explica as particularidades próprias da Citroën.
1. Como funciona o TPMS na Citroën
Tal como a Peugeot (mesmo grupo, plataformas partilhadas), a Citroën usa os dois tipos de sistema:
- Sistema direto (sensor físico, 433 MHz): usado em modelos como o C3, C4, C4 Aircross e furgões como o Jumper.
- Sistema indireto (via ABS, sem sensores): usado em modelos como o C1, Ami, Jumpy e Space Tourer.
E os DS? A DS Automobiles nasceu como gama alta da Citroën e continua a partilhar plataformas e eletrónica com a marca — incluindo a monitorização de pressão dos pneus. Tudo o que está nesta página se aplica ao DS 3, DS 4 e DS 7: a mesma divisão entre sistema direto e indireto conforme o modelo e o ano, o mesmo procedimento de reinicialização e os mesmos sensores. Também aqui a primeira coisa que confirmamos no carro é qual dos dois sistemas está instalado.
2. Mensagens e avisos no painel
| Aviso | O que significa |
|---|---|
| Luz de pneu fixa + aviso sonoro | Pressão baixa detetada num ou mais pneus. Verifique e ajuste. |
| "Pressão dos Pneus Não Monitorizada" | Falha do próprio sistema (sensor não detetado), não apenas pressão baixa. |
| Uma roda mostra "—" no ecrã, as outras normais | O sensor dessa roda específica não está a transmitir — bateria esgotada ou sensor danificado. |
3. Como fazer o reset
Depois de ajustar a pressão dos pneus:
- Pare o veículo e ajuste a pressão de todos os pneus para o valor recomendado (etiqueta na porta do condutor).
- Ligue a ignição sem arrancar.
- No ecrã central, aceda ao menu de configurações do veículo e procure a opção de pressão dos pneus (o caminho exato varia com o modelo e a versão).
- Confirme o reset/inicialização.
- Conduza durante 10 a 15 minutos acima dos 30 km/h para o sistema confirmar.
4. Quando é inevitável substituir o sensor
A bateria do sensor é selada e dura tipicamente 5 a 10 anos. Uma particularidade a ter em conta: há relatos de sensores Citroën que continuam a dar problemas depois de substituídos isoladamente, e que só ficam resolvidos depois de se reparelhar (re-pair) os 4 sensores ao mesmo tempo — mesmo que só um estivesse avariado. Se substituir um sensor e o aviso persistir, vale a pena considerar isto antes de assumir que o sensor novo está com defeito.
Que sensores se montam num Citroën
Sim, com equipamento de diagnóstico compatível (a própria Citroën usa o seu sistema Diagbox, mas ferramentas TPMS profissionais de terceiros também programam sensores Autel e Launch corretamente).
Que equipamento e sensores usamos
Um sensor TPMS não se compra feito para um carro: compra-se em branco e programa-se. É por isso que a ferramenta importa tanto como o sensor — é ela que escreve o protocolo certo e é ela que depois faz o carro aprender os quatro IDs.
Autel MaxiTPMS ITS600
Lê o sensor pelo lado de fora do pneu e mostra a pressão, a temperatura, o ID e o estado da bateria. Programa sensores novos e faz o relearn por OBD nos modelos que o exigem. Recebe actualizações regulares, o que mantém a compatibilidade com protocolos recentes.
Sensores Autel e Launch
Montamos sensores Autel e Launch, duas marcas de referência no equipamento de diagnóstico automóvel. São programáveis: o mesmo sensor físico serve várias marcas, porque é a programação que lhe dá a identidade que a central do seu Citroën espera. Na prática, isso significa disponibilidade imediata em vez de espera por uma referência do construtor.
Sempre que se desmonta o pneu, substituímos o kit de serviço da válvula — o núcleo, a anilha de vedação e a porca. É a causa mais comum de uma fuga lenta que aparece semanas depois da montagem, e que o cliente associa ao pneu e não à válvula.
6. Perguntas frequentes
Aviso TPMS no seu Citroën?
Resolvemos hoje.
Diagnóstico gratuito · Sensores Autel e Launch programáveis · Reset incluído
Sistema direto ou indireto: o que muda na prática
Duas arquitecturas na mesma marca
A Citroën, tal como a restante Stellantis, usa as duas soluções conforme o modelo e o ano. O sistema direto tem um sensor em cada roda a transmitir em 433 MHz. O indireto não tem sensor nenhum: usa os sensores de ABS para comparar a velocidade de rotação das quatro rodas — um pneu com menos ar tem um raio ligeiramente menor e roda mais depressa.
Saber qual tem muda tudo. Num sistema indireto não há sensores para substituir, nem baterias para acabar, e qualquer orçamento de substituição de sensores é desnecessário.
Os limites do sistema indireto
O indireto não sabe dizer a pressão, só que há uma roda diferente das outras. E tem um ponto cego conhecido: se os quatro pneus perderem pressão de forma parecida — o que acontece com a descida da temperatura no Inverno — as rotações continuam parecidas e o sistema pode não dar sinal nenhum.
É por isso que, mesmo num carro com sistema indireto, vale a pena verificar as pressões com manómetro de vez em quando, e sempre depois de uma reinicialização.
Ver a página geral de sensores TPMS, com os tipos de sensor, os preços e como funciona o serviço.
Outra marca?
Cada construtor usa um sistema TPMS diferente, com avisos e procedimentos de reset próprios. Veja o guia da sua marca, ou a página geral com os tipos de sensor, preços e como funciona o serviço.
Sensores TPMS: página geral
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