Aviso de pressão dos pneus no seu Ford
A luz de pressão acendeu no seu Ford? Antes de mais é preciso saber qual dos dois sistemas o carro tem — a marca usou soluções bem diferentes conforme o modelo e o ano, e o que resolve num não resolve no outro.
1. Dois sistemas com o mesmo símbolo no painel
A Ford é das marcas em que mais vale a pena identificar o sistema antes de fazer seja o que for. Ao longo dos anos usou duas soluções distintas, e o símbolo que acende no painel é o mesmo nas duas.
O sistema com sensores tem um sensor dentro de cada roda, a transmitir pressão por rádio. A deteção de esvaziamento não tem sensores: usa os sensores de velocidade do ABS para perceber que uma roda passou a rodar de forma diferente das outras.
Nos Focus e Fiesta europeus das gerações mais antigas, a deteção pelo ABS foi comum; nas gerações e versões mais recentes, os sensores voltaram a ser a regra.
2. Como saber qual tem o seu Ford
O indício mais fiável está no que o carro mostra. Se em algum menu aparece a pressão de cada pneu, há sensores. Se só existe um aviso e uma opção de reinicialização, é deteção pelo ABS.
Na oficina confirmamos em segundos: encostamos a ferramenta a cada roda e vemos se há sensor a responder. É o primeiro passo antes de qualquer orçamento — evita propor sensores a quem não os tem.
3. Sem sensores: reinicializar é o procedimento todo
Nos modelos com deteção pelo ABS, o aviso resolve-se com o ciclo de aprendizagem: encher os quatro pneus a frio com os valores da etiqueta e reiniciar o sistema pelo menu de informação do condutor, na secção de assistência à condução.
Tal como noutras marcas com esta solução, a reinicialização grava a referência. Fazê-la com os pneus mal cheios ensina ao carro que aquilo é o normal.
4. Com sensores: a aprendizagem é feita roda a roda
Nos Ford com sensores, a aprendizagem tem uma característica que os distingue da maioria das marcas: em vez de o carro aprender sozinho a conduzir, entra-se em modo de programação e acorda-se cada sensor pela ordem certa, com a ferramenta encostada ao pneu.
O carro confirma cada roda com um toque de buzina, e o painel indica qual é a seguinte. A ordem é sempre a mesma: frente esquerda, frente direita, trás direita, trás esquerda — e, nos modelos com sensor no suplente, também esse.
5. Que sensores se montam num Ford
Nos modelos com sistema direto, montamos sensores Autel e Launch, programados para o carro antes da montagem. São sensores programáveis: o mesmo corpo físico serve várias marcas, e é a programação que lhe dá a identidade que a central espera.
Em furgões como o Transit, há ainda o cuidado de confirmar a versão e a carga declarada, porque as pressões de referência mudam bastante entre configurações.
Que equipamento e sensores usamos
Um sensor TPMS não se compra feito para um carro: compra-se em branco e programa-se. É por isso que a ferramenta importa tanto como o sensor — é ela que escreve o protocolo certo e é ela que confirma, antes de qualquer orçamento, se o carro tem sensores.
Autel MaxiTPMS ITS600
Lê o sensor pelo lado de fora do pneu e mostra a pressão, a temperatura, o ID e o estado da bateria. Programa sensores novos e faz o relearn por OBD nos modelos que o exigem.
Sensores Autel e Launch
Montamos sensores Autel e Launch, duas marcas de referência no equipamento de diagnóstico automóvel. São programáveis: é a programação que lhes dá a identidade que a central do seu Ford espera.
Sempre que se desmonta o pneu, substituímos o kit de serviço da válvula — o núcleo, a anilha de vedação e a porca. É a causa mais comum de uma fuga lenta que aparece semanas depois da montagem.
6. Perguntas frequentes
Aviso de pressão no seu Ford?
Confirmamos o sistema primeiro.
Leitura dos quatro sensores · Sensores Autel e Launch programáveis · Reset e relearn incluídos
A programação roda a roda, e porque falha às vezes
Uma sequência com relógio a contar
O modo de programação dos Ford com sensores tem uma particularidade que apanha quem não o conhece: existe um tempo limite entre rodas. Se demorar demasiado entre acordar um sensor e o seguinte, o módulo sai do modo de programação e é preciso recomeçar tudo do princípio.
Na prática, isso significa ter as quatro rodas acessíveis e a ferramenta pronta antes de iniciar o processo — e não começar com o carro a meio de outra operação.
O ambiente também conta
A comunicação entre sensor e carro é feita por rádio, e este procedimento é sensível a interferências. O construtor recomenda expressamente que a programação seja feita longe de fontes de ruído radioeléctrico.
É uma das razões pelas quais estes trabalhos correm mal em improviso: numa oficina com vários equipamentos a trabalhar, ou junto de estruturas metálicas, o carro pode não ouvir um dos sensores e dar o processo por incompleto sem explicação aparente.
Ver a página geral de sensores TPMS, com os tipos de sensor, os preços e como funciona o serviço.
Outra marca?
Cada construtor usa um sistema diferente, com avisos e procedimentos próprios. Veja o guia da sua marca, ou a página geral com os tipos de sensor, preços e como funciona o serviço.
Sensores TPMS: página geral
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