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Aviso de pressão dos pneus no seu Honda

A luz de pressão acendeu no seu Honda? Em boa parte da gama não há sensores nas rodas — o que falta é calibrar, e isso faz-se pelo menu do carro, sem ferramenta nenhuma.

Atualizado em Agosto 2026 Leitura: ~6 min Pneu Beato, Lisboa
Civic Jazz HR-V CR-V ZR-V
Em resumo Em muitos Honda não existem sensores dentro das rodas: o sistema deteta a falta de ar pelo ABS. Encha os quatro pneus a frio com os valores da etiqueta, inicie a calibração pelo menu do quadrante ou pelo botão junto ao volante, e conduza. A calibração fecha-se ao fim de cerca de vinte minutos de condução acumulada — não precisa de ser seguida.

1. Como funciona o aviso de pressão no Honda

A Honda adoptou a deteção indireta em boa parte da gama a partir do início da década de 2010. Não há sensor dentro da roda: o sistema usa os sensores de velocidade do ABS e compara a rotação das quatro rodas entre si.

Um pneu com menos ar fica ligeiramente mais baixo, o que reduz o seu perímetro e o obriga a dar mais voltas para percorrer a mesma distância. É esse desvio que acende o aviso — não uma medição de pressão.

2. Onde se inicia a calibração

Há duas vias, conforme o modelo. Nalguns existe um botão de calibração por baixo do volante, à esquerda da coluna de direção. Noutros, a função está no ecrã de informação do condutor: definições do veículo, depois calibração do sistema de pressão dos pneus, e confirmar.

Em ambos os casos, a ordem é a mesma e não admite atalhos: encher primeiro, a frio, com os valores da etiqueta da porta do condutor, e só depois calibrar.

3. Vinte minutos, mas acumulados

A calibração não termina no ecrã. O sistema precisa de recolher dados em andamento, e a referência só fica gravada ao fim de cerca de vinte minutos de condução a velocidade de estrada.

O detalhe que poupa aborrecimentos: esse tempo é acumulado, não seguido. Quatro trajectos de cinco minutos contam tanto como um de vinte. Não é preciso ir de propósito à autoestrada — a calibração fecha-se sozinha ao longo dos dias seguintes.

4. Quando o aviso não é falta de ar

Se as pressões estão certas, a calibração foi feita e a luz continua acesa depois de vários dias de condução, o problema deixa de estar nos pneus. Pode ser um sensor de velocidade de roda a dar leituras inconsistentes, ou a própria calibração a não fechar por o sistema estar a receber dados contraditórios.

Nesse ponto vale a pena um diagnóstico com equipamento: é mais barato do que andar a trocar pneus à procura de um problema que não está lá.

5. Que sensores se montam num Honda

Nem toda a gama é indireta. Modelos e versões há que saíram com sensor em cada roda, e nesses a substituição é um trabalho normal de programação.

Montamos sensores Autel e Launch, programados para o carro em causa. Antes de propor seja o que for, confirmamos no próprio carro qual dos dois sistemas está instalado.

Que equipamento e sensores usamos

Um sensor TPMS não se compra feito para um carro: compra-se em branco e programa-se. É por isso que a ferramenta importa tanto como o sensor — é ela que escreve o protocolo certo e é ela que confirma, antes de qualquer orçamento, se o carro tem sensores.

Autel MaxiTPMS ITS600 usado na Pneu Beato

Autel MaxiTPMS ITS600

Lê o sensor pelo lado de fora do pneu e mostra a pressão, a temperatura, o ID e o estado da bateria. Programa sensores novos e faz o relearn por OBD nos modelos que o exigem.

Autel MaxiTPMS ITS600, usado para confirmar se o carro tem sensores

Sensores Autel e Launch

Montamos sensores Autel e Launch, duas marcas de referência no equipamento de diagnóstico automóvel. São programáveis: é a programação que lhes dá a identidade que a central do seu Honda espera.

Sempre que se desmonta o pneu, substituímos o kit de serviço da válvula — o núcleo, a anilha de vedação e a porca. É a causa mais comum de uma fuga lenta que aparece semanas depois da montagem.

6. Perguntas frequentes

Nos modelos que o têm, fica por baixo do volante, do lado esquerdo da coluna de direção. Se não existir, a função está no menu do ecrã de informação do condutor, nas definições do veículo.

Provavelmente não. A calibração só fecha ao fim de cerca de vinte minutos de condução acumulada a velocidade de estrada. Se só fez percursos urbanos curtos, o sistema ainda não teve dados suficientes.

Se o carro usa deteção indireta, não: as jantes precisam apenas de válvulas normais. Se tem sistema direto, sim, e os sensores têm de ser programados. Confirmamos qual é o seu caso antes de encomendar seja o que for.

Porque o ar arrefece e a pressão desce. Num sistema indireto isso pode chegar para alterar a rotação de uma roda o suficiente para disparar o aviso. Encha a frio com os valores da etiqueta e volte a calibrar.

Não é boa ideia. Mesmo sem saber qual é o pneu, o aviso está a dizer que uma roda se comporta de forma diferente das outras — e um pneu com pouca pressão aquece mais, gasta-se de forma irregular e aumenta a distância de travagem.
Diagnóstico no próprio dia

Aviso de pressão no seu Honda?
Confirmamos o sistema primeiro.

Leitura dos quatro sensores · Sensores Autel e Launch programáveis · Reset e relearn incluídos

49,90
a partir de, por sensor instalado
Parte técnica

Porque é que a calibração é acumulada e não contínua

O sistema precisa de condições, não de tempo

O que o sistema procura não é um relógio a chegar aos vinte minutos: são amostras úteis. Só conta a condução em que as quatro rodas estão em regime comparável — andamento estável, sem travagens fortes, sem curvas apertadas e sem patinagem.

Numa condução urbana com paragens constantes, grande parte do tempo é descartada. Daí a sensação de que o carro 'não aprende': aprende, mas só com os pedaços de trajecto que servem.

O que invalida uma calibração já feita

Montar pneus novos num só eixo, mudar de medida, permutar as rodas entre eixos ou trocar para o jogo sazonal alteram a relação entre as quatro rodas — e a referência gravada deixa de servir, mesmo sem qualquer perda de ar.

Por isso a calibração faz parte do serviço sempre que se mexe nas rodas. É um passo de dois minutos que evita uma segunda visita.

Ver a página geral de sensores TPMS, com os tipos de sensor, os preços e como funciona o serviço.

Outra marca?

Cada construtor usa um sistema diferente, com avisos e procedimentos próprios. Veja o guia da sua marca, ou a página geral com os tipos de sensor, preços e como funciona o serviço.

Sensores TPMS: página geral